Carta do Leitor


[Local indeterminado por questões de privacidade], 4 de outubro de 2021

Saudações Editores da Folha de São Paulo,

O tema do artigo “Ao propor a proibição da palmada, o Estado infantiliza os pais” é polêmico, até mesmo um Tabu entre pais, educadores e demais pessoas que convivem constantemente com crianças e menores de idade. Parabenizo a autora por opinar sobre o assunto, incentivando o debate.

É importante notar a diferença entre espancar e dar palmadas, visto que existem intensidades diferentes entre cada um desses castigos. Concordo que a metodologia de cada pai é diferente e que usar somente castigos que restringem a liberdade de uma criança nem sempre funcionam, porém, é importante ressaltar que punições físicas necessitam de muito autocontrole por parte dos pais para que não excedam limites. Uma triste situação que ocorre com muitas famílias pelo Brasil, é a falta de escrúpulo dos pais, que podem ter reações emocionais e descontar diversos problemas pessoais e profissionais em forma de agressão aos filhos, com a justificativa de que estão apenas educando. Outro ponto importante é saber se a criança possui algum problema que provoque o comportamento inadequado, como hiperatividade e autismo. Nesse caso o castigo não é a solução, podendo apenas agravar a situação de uma criança que necessita de tratamento médico. Porém, o grande problema é a intervenção estatal. O estado já decide o que será doutrinado aos nossos pequenos na escola, o que eles podem comer, as obrigações dos pais, e etc. Por mais que possuam ótimas justificativas, a cada concessão que fazemos, o estado “agarra seus tentáculos” cada vez mais em nossa liberdade. É uma questão de tempo até que não possamos levantar a voz ou usar palavras de baixo calão.

Concordo com a senhora Brum quando se trata da falta de autoridade dos pais e o excesso do estado, mas eu não incentivo o uso de palmadas como punição e maneira de educar. Recomendo à senhora Brum que reflita sobre o uso desses castigos e índices acerca de castigos físicos aplicados em crianças deficientes.

Agradeço a atenção!

Leitor